Espaço dedicado a divulgação dos livros e contos de Oafson Samurn Quem é Oafson Samurn?

13th May 2013

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Promoção - Série Zumbis →

Faltam nove dias para o sorteio! Não perca a chance de ganhar um exemplar autografado do livro Zumbis!

5th May 2013

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Zumbis – Terror no Hospital – Oafson Samurn →

Pdf de Zumbis: Terror no Hospital disponibilizado no Livros do Exilado (livrosdoexilado.org).

Source: livrosdoexilado.org

2nd May 2013

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Zumbis - Novidades →

Meu livro passou por mudanças, conheça as novidades!

29th April 2013

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Promoção - Série Zumbis →

Concorra a um exemplar autografado, saiba mais no blog:

http://desventurasembooks.wordpress.com

4th March 2013

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Escuro

escuridao

Quando criança eu tive medo do escuro, não saber que tipo de criatura está à espreita, aguardando o boa noite dos pais e consequente apagar das luzes era algo muito assustador. Todos os cantos escondiam formas assustadoras que a luz do dia viria revelar, uma camisa pendurada, um boné. brinquedos, qualquer objeto virava um monstro em minha mente criativa e facilmente impressionável.

Chegada a adolescência, o escuro passa a ser um amigo, amassos no cinema (Não quero ver cenas violentas), áreas pouco iluminadas são as preferidas para brincadeiras incentivadas pelos hormônios em ebulição e a noite se torna uma promessa de diversão para os anos que virão.

O tempo passou, e hoje, já adulto, o medo do escuro volta, mas, com novo significado, é a escuridão da condição humana, violência, miséria, desespero, a ausência de valores, a dominação das subculturas fortalecem o “lado negro”.

Tenho saudade de quando temia os monstros de minha mente. Hoje não os enxergo mais, vejo a camisa, vejo o boné, vejo os brinquedos, mas, todas as manhãs me encontro com o medo nas notícias, pessoas se enriquecem com a ignorância alheia e pregam a intolerância.

Mesmo à luz do sol, o mundo está cada vez mais escuro.

Tagged: contocrônicaescuroescuridãoreflexãomedooafsonsamurneduardo costaoafson samurn

28th February 2013

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Perdido

As férias chegaram, meus pais estavam completando dez anos de casamento e fariam sua primeira viagem ao exterior e eu não fazia parte destes planos por motivos que só entendi anos depois. Eles tentaram me fazer acreditar que passar um mês longe dos meus amigos e na companhia da minha tia avó Lina seria muito divertido, mas, em nenhum momento conseguiram me convencer, ela tinha fama de ser louca.

Me colocaram em um ônibus, não havia tempo para me levarem, alguém me buscaria na rodoviária, a viagem foi agradável, o ônibus estava vazio e a paisagem era muito bonita, algumas montanhas, muito verde, me distraí, sequer lembrei de ler o livro que levava comigo. Aos poucos as casas começaram a aparecer, à distância, pequenos pontos de luz no meio da escuridão, até que a pequena cidade começou a tomar forma.

Chegando na rodoviária, que na verdade era só uma lanchonete com um guichê, desci do ônibus, peguei minha mala com tudo que eu precisaria para sobreviver ali por um mês, só faltou meu videogame, mas, meus pais não deixaram que o levasse. Fiquei esperando, minutos se passaram, o local foi se esvaziando e ninguém apareceu.

Somente alguns vagabundos circulavam ali, os olhares se concentravam em mim, não vi policiais, estava assustado. Uma família passou do outro lado da rua, resolvi pedir ajuda à eles, eram um casal e duas garotinhas, olhei para os lados antes de atravessar, e no instante seguinte eles não estavam mais lá.

Pelas ruas, uma névoa sobrenatural se formava, não estava frio, o silêncio era inquietante, casas fechadas, a luz dos postes era fraca, eu estava com medo e sentia uma estranha pressão na cabeça, meu corpo parecia cansado e dolorido sem motivo. Eu precisava encontrar alguém que me ajudasse e, ao virar em uma esquina vi dois homens, mas, não pareciam dispostos a colaborar.

Eles vinham em minha direção, não falaram nada, o silêncio incômodo transformou a situação em algo ainda mais assustador, não foi possível raciocinar, o reflexo de luta ou fuga me impeliu a correr sem rumo, deixando minhas coisas para trás, só parei quando percebi estar cercado por árvores, sons estranhos vinham de todos os lados e o solo parecia se mover. Onde eu estava afinal?

Tinha a nítida impressão de ser seguido, não sabia como tinha ido parar naquela mata e pouco enxergava além de minhas mãos que tateavam à frente, andei por alguns minutos até tocar a rocha, algo me impelia a subir. A pressão na cabeça continuava forte, meus sentidos pareciam descontrolados, eu sentia muito calor e as dores pelo corpo aumentavam apesar de não estar ferido.

Eu estava escalando o que parecia ser uma montanha, não sabia onde ia parar, mas no fundo eu sabia que devia subir, e essa sensação ficou ainda mais forte quando a claridade me atingiu, vindo de baixo, uma luz muito forte, não era ameaçadora, ela trazia paz e me convidava a pular, eu não teria medo de fazê-lo, parte de mim desejava isso, mas, continuei subindo.

Quando cheguei ao topo, vi o ônibus, o mesmo em que embarquei, estava destruído, havia fogo, um caminhão tombado e outros veículos, corpos espalhados pelo asfalto, era uma cena muito forte. Ao olhar para o outro lado da pista descobri o que me incentivou a subir, lá estava eu, deitado, os socorristas visivelmente esgotados não desistiam, me chamavam e diziam que tudo ia ficar bem.

15th February 2013

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12th February 2013

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Muito Feliz por faturar um segundo lugar no Concurso Cultural do portal Desventuras em Books! →

http://desventurasembooks.wordpress.com/2013/02/11/resultado-promocao-de-aniversario-e-concurso-cultural/#more-1750

"E agora o resultado do Concurso Cultural.Só para avisar, vocês são muito criativos. As respostas de vocês foram geniais e isso dificultou muito na hora de escolher o vencedor. Foi tão difícil escolher que eu, a Nelly e a Line decidimos fazer uma coisinha diferente.A pessoa que ganhou em primeiro lugar vai levar os prêmios que foram prometidos, mas como a escolha foi difícil e meio que deu um empate entre a gente aqui, decidimos dar criar um segundo lugar e a pessou que ganhou nessa categoria vai ganhar um kit de marcadores.

Em primeiro lugar ficou: Aldenise Fonseca. \O/Meus parabéns e continue dando suas respostas criativas e engraçadas como a que você deu no post (eu ri muito dela). :D

E em segundo lugar ficou: Oafson Samurn \O/Meus parabéns. Nós amamos sua resposta e sua criatividade. :D

11th February 2013

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Meu novo conto: Rede dos Desejos

Rede dos Desejos

REDE

Noite solitária, posso ouvir sua respiração e sentir seu calor, mas, nada disso importa, três anos se passaram desde que noites assim eram cheias de desejo e do ardor de uma paixão que se apagou rápido, pequenas desavenças diárias e até mesmo bons momentos rotineiros assassinaram o sentimento que nos levou à um altar. O sono não vem, eu poderia ter coragem, juntar minhas coisas e resgatar uma vida que não era a melhor, mas, não me dava esta sensação de estar assistindo sempre o mesmo episódio de uma novela.

Me levantei, eram duas horas da manhã, fui para o quarto ao lado, onde estava o meu computador, aquele seria o dormitório de um bebê que nunca veio, ela não podia ter filhos. Procurava por algo de interessante na internet, eu precisava aliviar aquela pressão, minha esposa já não me despertava desejo, e eu me sentia bem flertando na internet, no controle do teclado, eu era quem quisesse ser, conhecia mulheres que me faziam sentir que estava vivo e que havia uma realidade melhor lá fora, me esperando romper as correntes, fugir do certo ruim para um duvidoso com alguma esperança.

Entrei em salas de bate papo, mas as mulheres ali estavam sendo disputadas à laço. Assisti à alguns vídeos adultos enquanto tomava uma cerveja, aquilo não ajudou muito, melhor dizendo, só atrapalhou, fiquei muito excitado, queria uma mulher naquele momento, sentir o toque macios dos lábios femininos, apertar seu corpo delicado junto ao meu e deixar com que minhas mãos explorassem os tesouros ocultos por camadas de tecido.

Sem alternativas, me lembrei do messenger, havia muito tempo que eu usava apenas a nova conta, afinal, depois de casado, temos que nos livrar de alguns segredos do passado. Sempre entrava com status invisível, tinha muita gente com quem eu não queria falar, fui passando pelos nomes até que encontrei um, muito especial, uma garota que foi minha musa na adolescência, perguntei a ela como estava, muita coisa tinha acontecido nas nossas vidas, ela também estava casada, tinha um filho de três anos e morava no bairro vizinho, conversar com ela me fez esquecer um pouco minha necessidade, até que perguntei o que ela fazia online aquela hora, aí o assunto começou a ficar interessante.

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Mais uma vez ele se levantou no meio da madrugada, aquilo vinha se repetindo noite após noite, meu marido passava horas no computador e depois voltava para cama, percebi que ele aguardava ansioso aquele horário e chegou a ficar de mau humor quando resolvi assistir um filme até tarde. O que ele estaria fazendo? A princípio, acreditei que estivesse apenas vendo pornografia, eu sabia o quanto ele gostava disso, já havia descoberto seu esconderijo de revistas e dvd´s, mas preferi não tocar no assunto, afinal, eu também tinha alguns momentos de querer escapar da rotina, mas, minha imaginação era muito mais rica que qualquer filme que ele pudesse assistir. Aos poucos, fui ficando curiosa, aquele comportamento era muito estranho para quem só queria ver sites de sacanagem, uma noite, resolvi descobrir qual era seu segredo.

A porta estava fechada, com muito cuidado, girei a maçaneta, pela pequena abertura pude perceber que ele digitava, não conseguia ver a tela, mas, a forma como seu corpo estava relaxado na cadeira e sua mão direita ia do teclado para a bermuda me diziam que ele estava gostado do que quer que fosse. Fechei a porta devagar e depois bati três vezes, pelo barulho, percebi que ele foi pego de surpresa, abriu ofegante e assustado, eu já conhecia aquela cara, ele não sabia mentir pra mim, perguntei o que estava fazendo e ele disse que havia esquecido de enviar alguns relatórios. Não discuti, sou do tipo que só acusa com todas as provas na mão, eu estava com raiva, ciúme de uma pessoa que a poucos dias atrás não significava muito pra mim, com receio de perder um casamento que já era um fracasso, o que estava acontecendo? Foi difícil dormir, tentei descobrir onde errei, o que eu fiz ou deixei de fazer para que o romance ardente se tornasse uma tolerância preguiçosa.

No dia seguinte, perguntei à um amigo fera na informática se era fácil descobrir uma senha e ele me falou sobre um programa que me permitiria monitorar tudo que fosse digitado no computador. Eu o levei em casa para que instalasse e configurasse o programa espião. Aquela definitivamente não foi uma boa ideia, enquanto ele fazia a instalação eu fui me trocar e ao voltar, percebi o seu olhar de predador espreitando um presa, pela primeira vez o vi como homem, reparei seus traços, seu rosto quadrado, queixo largo e barba por fazer, seu tórax volumoso e braços fortes, aquilo mexeu comigo de uma forma inesperada, eu estava muito carente e saber que um cara bonito como aquele me observava com desejo me deixou com um calor que a muito eu não sentia.

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O casamento dela não ia bem, ela suspeitava que o marido a traía, naquele dia, ele estava viajando, disse à ela que era a trabalho, mas deixou algum sinal de que não era esse o real objetivo da viagem, já que ela parecia estar certa de que ele estava com outra. Talvez fosse desejo de vingança contra o marido, mas, eu não perderia a chance, começamos a falar sobre nossas preferências e ela me contou detalhes de sua primeira vez, que foi com um professor do nosso colégio, não sei explicar o motivo, mas senti muito ciúme, naquela época eu era apaixonado por ela e jamais pensaria que ela estivesse transando com nosso professor.

O assunto seguiu para nossas preferências e tínhamos muitas em comum, a conversa estava muito excitante e deu vontade de continuar mais de perto, sem acreditar na possibilidade, propus uma loucura, um encontro no dia seguinte e a resposta digitada foi desafiante:

“Pq deixar para amanhã o que podemos fazer hoje?  Agora… :) “

Me imaginei pegando meu carro, indo até à casa dela, eu afagaria seus cabelos e a seguraria pela nuca, umedeci meus lábios ao pensar em beijá-la e não resisti, minha mulher continuava dormindo quando peguei as chaves…teria tempo para pensar em uma desculpa caso ela acordasse.

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Ele se aproximou mais, eu estava atônita, sua boca tocou a minha, não conseguia lembrar da última vez que tinha sido beijada daquela maneira, em uma fração de segundos a carência afetiva, a atração física e um forte desejo de vingança se chocaram violentamente com séculos de cultura machista, valores morais passados por gerações, disfarçados em contos de fadas e novelas, presentes no discurso dos nossos pais e dos líderes religiosos, toda essa carga esteve presente em minha educação, eu era uma mulher casada com um homem ao qual prometi amor, fidelidade e respeito.

Meu corpo tremia, o desejo escorria entre minhas pernas, mas, com toda minha força de vontade eu o afastei e sem jeito, pedi desculpas, agradeci e o acompanhei até à porta, ao fechar, me senti parte aliviada por ter resistido e parte tentada a chamá-lo de volta. Não foi difícil entender o que passou pela cabeça dele, eu era uma mulher que exalava carência, meu olhar era um constante clamor de afeto e uma súplica silenciosa pelo toque de um homem, eu o havia trazido para minha casa na ausência de meu marido, qualquer homem pensaria como ele.

Eu resisti, mas, aquela ousadia acendeu em mim algo que julgava já ter controlado, eu estava sozinha e resolvi que um demorado banho de banheira e um pouco de imaginação poderiam diminuir a intensidade do anseio que me tomava por inteiro, mas, estava enganada, meu marido telefonou dizendo que devido à uma emergência do trabalho, ele precisaria viajar, mas retornava no dia seguinte, mesmo por telefone eu era capaz de saber quando ele mentia, e não precisava mais de comprovação, só queria dar o troco.

Àquela noite, foi a minha vez de buscar diversão na internet, e, ao entrar no meu messenger, encontrei um velho amigo de colégio, um cara que foi apaixonado por mim, e conversamos por muito tempo, ele estava casado e infeliz como eu, o assunto foi chegando onde eu queria, a noite era perfeita, meu filho estava com a avó, ele disse que queria me ver no dia seguinte, mas não resistiu quando digitei:

“Pq deixar para amanhã o que podemos fazer hoje?  Agora… :) “

Aquela foi uma ótima noite!

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Aguardo comentários no blog…

http://contosoafson.wordpress.com/2013/02/11/rede-dos-desejos-completo/comment-page-1/#comment-190

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10th February 2013

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Concurso Cultural Desventuras em Books – Minha resposta

Resolvi responder à 2º Proposta do blog: “…Quem escolher essa proposta vai ter que nos contar em um parágrafo o que faria se descobrisse ser um bruxo. Use da imaginação e boa sorte!…” e meu texto ficou assim:

A persiana não estava totalmente aberta, os raios de sol se infiltravam pelas frestas e insistiam em me dizer que era hora de me levantar, sem pressa, caminhei até o banheiro, em meio a um bocejo, emiti um som estranho e quase caí para trás quando o espelho se rachou na horizontal, parecia uma cena de filme de terror, minha mente buscou explicações, não as encontrei, mas, devia existir um motivo, tentei reproduzir o ruído, sem sucesso, talvez fosse uma coincidência, eu precisava de um novo espelho. Alguns dias se passaram sem novos incidentes, mas, as coisas pioraram quando tossi fogo, isso mesmo, tossi uma labareda azulada que chamuscou minha mão, e, segundo depois o telefone tocou, era minha tia avó Neli, ela falava muito rápido e só entendi que ela estava chegando em breve e que eu não precisava me preocupar, tomei outro susto quando, logo após colocar no gancho o telefone, bateram na porta e a vi pelo olho mágico, se não tivesse visto o número da casa dela pelo identificador de chamadas, teria achado que ela tinha ligado de um celular.
Nossa conversa foi estranha, ela me disse que um poder milenar tinha ressurgido em mim, e que a cada geração, apenas um ou dois de nossos familiares nascia com este dom, eu ainda estava resistente quando ela “tossiu” fogo para o alto.
- Somos bruxos, estou aqui para ajudá-lo a se acostumar com seus poderes!
Foi uma mudança radical no meu conceito de mundo, mas, desde então, tenho usufruído de poderes inimagináveis e que ficam cada vez mais fortes, viajo por todo o mundo simplesmente me materializando onde quero, posso ir ao fundo do mar absorvendo o oxigênio da água, entendo os animais, não preciso trabalhar pois posso simplesmente te fazer ter vontade de me dar seu dinheiro ou posso entrar em uma loja e sair com muitos presentes, sei que não é bonito, mas, isso não é um livro, se tenho poderes é para usá-los, não seria inteligente ter tudo isso e continuar em uma cabine de telemarketing, né?