Espaço dedicado a divulgação dos livros e contos de Oafson Samurn Quem é Oafson Samurn?

4th March 2013

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Escuro

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Quando criança eu tive medo do escuro, não saber que tipo de criatura está à espreita, aguardando o boa noite dos pais e consequente apagar das luzes era algo muito assustador. Todos os cantos escondiam formas assustadoras que a luz do dia viria revelar, uma camisa pendurada, um boné. brinquedos, qualquer objeto virava um monstro em minha mente criativa e facilmente impressionável.

Chegada a adolescência, o escuro passa a ser um amigo, amassos no cinema (Não quero ver cenas violentas), áreas pouco iluminadas são as preferidas para brincadeiras incentivadas pelos hormônios em ebulição e a noite se torna uma promessa de diversão para os anos que virão.

O tempo passou, e hoje, já adulto, o medo do escuro volta, mas, com novo significado, é a escuridão da condição humana, violência, miséria, desespero, a ausência de valores, a dominação das subculturas fortalecem o “lado negro”.

Tenho saudade de quando temia os monstros de minha mente. Hoje não os enxergo mais, vejo a camisa, vejo o boné, vejo os brinquedos, mas, todas as manhãs me encontro com o medo nas notícias, pessoas se enriquecem com a ignorância alheia e pregam a intolerância.

Mesmo à luz do sol, o mundo está cada vez mais escuro.

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19th January 2013

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Na Estação

Aquele era mais um dia de trabalho, correr atrás do dinheiro para sobreviver, será que só a mim isso parece estranho? Um pedaço de papel criado por nós para representar um valor, um simples pedaço de papel que nos obriga a levantar cedo todas as manhãs e enfrentar trens lotados e caras feias no trabalho, um maldito pedaço de papel que faz um imbecil enfiar uma arma na sua cara e sem qualquer problema, te tirar a vida. Será que somos realmente tão inteligentes?

Sempre me fiz muitas perguntas, mas, não tive peito para ser filósofo, preferi o caminho seguro da contabilidade, a profissão de meu pai, e do meu avô antes dele, só esperava que meu filho, se um dia o tivesse, fosse mais corajoso e corresse atrás de seus sonhos ao invés de se curvar diante das expectativas alheias.

O trem estava atrasado, eu já previa um dia daqueles no trabalho, meu humor não tinha condições de ser pior naquele dia, mas, algo aconteceu, minhas nuvens de trovoadas foram rompidas por um arco-íris que abriu espaço suavemente, afastando a nebulosidade e trazendo o brilho do sol a minha mente. Nunca acreditei no amor, mas a paixão, esta sim, violenta e arrebatadora, acontece quando menos se espera, lá estava ela, se aquela bela visão não fosse tudo o que me interessava, talvez eu pudesse sentir a dor onde a seta do maldito cupido se cravou.

Talvez ela não fosse a mais bela mulher ali, mas, havia algo que a fazia ser especial, o modo como mexeu nos cabelos, seus passos graciosos, o belo busto que parecia ter sido desenhado milimetricamente perfeito em um programa de modelagem 3d ou por segurar livros (isso sempre deixa uma mulher mais sensual), o fato era que me senti preso a ela como uma pobre mosca presa à uma teia.

Todos os dias eu a via, o final de semana passou a ser torturante, observá-la pela manhã era minha fonte de energia, era como o sol para o superman. Eu estava criando coragem para me aproximar, consegui ver o nome do livro que ela lia, O Jogador Número 1, e em três dias li suas quatrocentas e sessenta e duas páginas, assim teria o que conversar com ela, mas, ela não apareceu no dia seguinte.

Duas semanas se passaram até que ela voltou, estava diferente, os olhos já não transmitiam a mesma alegria, sua postura denotava cansaço, imaginei inúmeras possibilidades, talvez uma gripe ou outro tipo de doença, uma morte na família, briga com namorado…percebi que nunca saberia e poderia ficar sem vê-la novamente caso não me aproximasse, o momento não parecia dos melhores, mas, eu precisava vencer a inércia e dar o primeiro passo.

Me aproximei, não sabia o que dizer, fiquei ali parado, o coração acelerado, sem coragem para abrir a boca, apenas admirando ela e me odiando por ser tão medroso. Mas, para minha surpresa, foi ela quem puxou assunto quando abri um jornal, sua voz me atingiu como um soco, não consegui entender o que ela disse, e talvez a tenha olhado com cara de idiota, e ela sorriu.

Passamos a conversar todos os dias, íamos juntos no trem, mas ela não falava muito sobre sua vida, eu, evitava perguntar, estava satisfeito com nossos poucos momentos juntos e acreditava que em breve ela se sentiria mais a vontade para falar, mas, este dia nunca chegou, em nosso último encontro, quando voltávamos do trabalho, dei a ela uma rosa que comprei de uma vendedora no trem, ela parecia muito feliz, disse que era a primeira vez que ganhava uma flor.

No dia seguinte, eu a convidaria para sair, mas, ela não veio, olhei para todos os lados para encontrá-la, até que meus olhos pararam na manchete de um folhetim sensacionalista, lá estava a notícia que pôs fim em meu romance da estação: Marido enciumado mata mulher a facadas, antes mesmo de ler, meu sexto sentido já me dizia que era ela, a notícia descrevia o que aconteceu, uma testemunha disse que o homem, violento e embriagado, atacou a mulher depois de encontrar uma rosa escondida em sua bolsa.

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11th January 2013

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Terceiro livro em produção! Super Zumbi!

Terceiro livro em produção! Super Zumbi!

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9th January 2013

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Publicando em meu blog

Conto: Na estação

Aquele era mais um dia de trabalho, correr atrás do dinheiro para sobreviver, será que só a mim isso parece estranho? Um pedaço de papel criado por nós para representar um valor, um simples pedaço de papel que nos obriga a levantar cedo todas as manhãs e enfrentar trens lotados e caras feias no trabalho, um maldito pedaço de papel que faz um imbecil enfiar uma arma na sua cara e sem qualquer problema, te tirar a vida. Será que somos realmente tão inteligentes?

Sempre me fiz muitas perguntas, mas, não tive peito para ser filósofo, preferi o caminho seguro da contabilidade, a profissão de meu pai, e do meu avô antes dele, só esperava que meu filho, se um dia o tivesse, fosse mais corajoso e corresse atrás de seus sonhos ao invés de se curvar diante das expectativas alheias.

O trem estava atrasado, eu já previa um dia daqueles no trabalho, meu humor não tinha condições de ser pior naquele dia, mas, algo aconteceu, minhas nuvens de trovoadas foram rompidas por um arco-íris que abriu espaço suavemente, afastando a nebulosidade e trazendo o brilho do sol a minha mente. Nunca acreditei no amor, mas a paixão, esta sim, violenta e arrebatadora, acontece quando menos se espera, lá estava ela, se aquela bela visão não fosse tudo o que me interessava, talvez eu pudesse sentir a dor onde a seta do maldito cupido se cravou.

Continua…

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29th December 2012

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Clique aqui e leia Zumbis: Terror no Hospital online no Bookess.com →

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20th December 2012

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Meus Livros

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20th December 2012

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Conto

Elisa: A Premonição.

Durante toda a semana tive um sono muito tumultuado, em meus sonhos havia sempre muito sangue e gritos de sofrimento, aquilo não era bom, no meu caso, os sonhos não eram simples manifestações do subconsciente, muitas vezes, indicavam coisas que estavam por vir, e senti que este era um desses.

Meu dia não começou bem, estava cansada, ainda com sono e logo pela manhã, recebi na loja, um sujeito mal educado, chegou pedindo um baralho de forma arrogante, mas, depois de me olhar dos pés a cabeça tentou puxar conversa e ser gentil, se aquele idiota tivesse permanecido mais algum tempo eu teria que me segurar para não soca-lo, eu estava de péssimo humor, tinha muitas contas a pagar, poucos clientes e quase nenhuma perspectiva de melhora.

Todos os dias, ligava a televisão para acompanhar as notícias, esperava que, a qualquer momento, fosse anunciada a tragédia que meus sonhos me mostravam, eu não sabia o que seria, pois, não era possível entender ao certo o que acontecia, eu via pessoas muito machucadas, elas choravam sangue, muitos gritos, as cenas não pareciam fazer sentido, mas era como se fossem acontecimentos reais. Passando pelos canais, vi uma notícia sobre um hospital interditado, a previsão do tempo, notícias de esportes, um caso estranho de um policial que matou um homem que o mordeu, enfim, nada do que eu esperava, e isso não era uma decepção, seria bom estar errada desta vez, era angustiante esperar coisas ruins sem poder fazer algo a respeito.

Distrai-me com os afazeres, até que começaram os gritos, a princípio, me pareceu coisa de arruaceiros, mas, o barulho aumentou com sons de sirene e buzinas, não tive tempo de ir até a porta para verificar, pois, no caminho fui surpreendida por uma mulher ensanguentada que andava com dificuldade, olhando para trás, parecia desesperada. Logo atrás dela, dois homens, de aspecto ainda mais pavoroso se aproximaram da porta, assustada, eu pulei para trás do balcão, aqueles estranhos alcançaram a mulher e a derrubaram, não parecia que eu estava no mundo real, eles a mordiam, tirando pedaços enquanto ela suplicava pela ajuda de um Deus que parecia não estar ali.

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20th December 2012

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Zumbis: Terror no Hospital - No Skoob →

Zumbis: Terror no Hospital

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